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	<title>A Bicicleta e outras crônicas</title>
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	<description>A Bicicleta e outras crônicas despretensiosas</description>
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		<title>10 coisas legais para se fazer no metrô</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 22:38:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Torres</dc:creator>
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		<description><![CDATA[1. Pergunte para a pessoa perfeitamente normal que estiver sentada no lugar reservado para PNE se feiura é a deficiência dela. 2. Fique se equilibrando no meio do corredor imitando um surfista. Pergunte para a pessoa do lado &#8220;Gostou do swell?&#8221; 3. Quando o trem parar, pergunte para o condutor: &#8220;Posso vigiar&#8221; e começe a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1. Pergunte para a pessoa perfeitamente normal que estiver sentada no lugar reservado para PNE se feiura é a deficiência dela.</p>
<p>2. Fique se equilibrando no meio do corredor imitando um surfista. Pergunte para a pessoa do lado &#8220;Gostou do swell?&#8221;</p>
<p>3. Quando o trem parar, pergunte para o condutor: &#8220;Posso vigiar&#8221; e começe a jogar água no vidro e limpar.</p>
<p>4. Chame um funcionário do metrô e peça para ele pegar o seu grafite 0.5 que caiu nos trilhos.</p>
<p>5. Não entre no trem, quando ele sair, corra do lado chorando e se despedindo de alguém. Caia no chão em prantos.</p>
<p>6. Assim que o trem entrar no túnel, acenda uma lanterna na própria cara e diga &#8220;I see dead people&#8221;.</p>
<p>7. Na hora que o trem for entrar no túnel, finja que está em uma montanha russa. Jogue os braços para cima e grite &#8220;ÔÔÔÔÔÔ&#8221;.</p>
<p>8. Grite para alguém que está no outro lado do vagão. Cumprimente a pessoa, pergunte sobre a família, tente manter um diálogo.</p>
<p>9. Pergunte para todo mundo o que ela está lendo. Faça cara de nojo.</p>
<p>10. Com os braços levantados, cheire a própria axila. Diga &#8220;vixe, hoje tá brabo&#8221; e pergunte se a pessoa do lado quer ver.</p>
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		<title>Medos</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 12:12:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Torres</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Escuro]]></category>
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		<description><![CDATA[Dizem que as três maiores fobias do homem moderno são altura, insetos e falar em público, o que torna um desafio especialmente difícil ter que ministrar uma palestra sobre lepdópteros que ocorra na cobertura de um prédio. Mas fico cá com uma séria dúvida de que existe um grande número de pessoas que tem medo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify">Dizem que as três maiores fobias do homem moderno são altura, insetos e falar em público, o que torna um desafio especialmente difícil ter que ministrar uma palestra sobre lepdópteros que ocorra na cobertura de um prédio. Mas fico cá com uma séria dúvida de que existe um grande número de pessoas que tem medo da palavra “fobia” e nem sequer respondam a pesquisa, comprometendo o resultado. Sem contar os que têm medo de pesquisas, de perguntas e que carecem de conhecimentos básicos de biologia:</div>
<div style="text-align: justify">- Quais são seus medos? &#8211; pergunta o pesquisador.<br />
- Nenhum.<br />
- Nenhum?<br />
- Nada.<br />
- Altura?<br />
- Eu salto de paraquedas a hora que você quiser.<br />
- Ok &#8211; e o pesquisador marca um “X” &#8211; Falar em público?<br />
- Eu posso dar palestras sobre medo de falar em público.<br />
Mais um “X” &#8211; Insetos?<br />
- Eu como insetos no almoço.<br />
- Puxa&#8230; &#8211; outro “X’.<br />
- Você não tem medo nem de barata?<br />
- Barata é inseto?<br />
- É.<br />
- Ahm&#8230; então rasura aí&#8230; Rato não é inseto, né? Só para conferir&#8230;</div>
<div style="text-align: justify">
<p>Além do mais, medo é uma coisa que muda, evolui, metamorfoseia. Antes, o imaginário popular temia o escuro, hoje temos energia, pilhas e celulares para iluminar nossos caminhos:</p>
<p>- Xiii&#8230; acabou a energia.<br />
- Sem problema. Acende uma vela.<br />
- Não tem vela.<br />
- Tem lanterna.<br />
- Tá sem pilha.<br />
- Toma aqui o meu celular e fica apertando que ele ilumina.<br />
- Ufa! É mesmo. Morro de medo de escuro.<br />
- Medo do escuro? Bobagem.<br />
- Pena que a internet caiu.<br />
- O quê? Caiu? E agora? O que a gente faz? Socorro!!<br />
- Calma! &#8211; grita o outro, dando uns tapas no sujeito para acalmá-lo.</p>
<p>Enfim, medo é uma coisa pessoal, própria da cultura e do tempo. Minha lista pessoal de medos seria algo como:<br />
1) Fazer uma assinatura igual a da identidade que eu fiz quando tinha quatorze anos;<br />
2) Ficar sem internet, no claro;<br />
3) Ficar sem internet, no escuro;<br />
4) Acabar a bateria do celular e do GPS ao mesmo tempo;<br />
5) Ficar preso no elevador com o cara que está indo para a cobertura para dar uma palestra sobre lepdópteros.</p>
</div>
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		<title>Boa história</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 11:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Torres</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[História]]></category>

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		<description><![CDATA[Amigo meu (mais um, sempre eles&#8230;) conhece todo mundo. E conhece gente que faz cada coisa interessante que só vendo. Conhece gente que pilota avião, carro de corrida e foguete espacial. Conhece jogador de rugby, de pólo aquático e de futebol australiano. E todas essas pessoas são simpáticas e mão aberta que só elas. “Tenho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Amigo meu (mais um, sempre eles&#8230;) conhece todo mundo. E conhece gente que faz cada coisa interessante que só vendo. Conhece gente que pilota avião, carro de corrida e foguete espacial. Conhece jogador de rugby, de pólo aquático e de futebol australiano. E todas essas pessoas são simpáticas e mão aberta que só elas. “Tenho um conhecido que trabalha na industria de cinema, e ficou de me arrumar posters de filme. Se quiser, pego uns para você também”. Se quero? Claro que quero. Mas os tais posters nunca apareceram.</p>
<p style="text-align: justify">“Quer andar no avião do meu amigo?”. Claro que quero, podia ser nesse sábado, mas já sei que não vai dar porque o tal amigo vai estar viajando, ou vai chover, ou o avião vai dar piti e não ligar o motor. É sempre assim. Sempre uma coisa realmente legal quase acontece, mas daí, dá um problema e pronto, lá se foi. Me lembra aqueles meninos na escola que sempre tinham os brinquedos mais legais, mas a mãe nunca deixava eles levarem para nós, pobres mortais, curtirmos um pouco.</p>
<p style="text-align: justify">A essa altura, você deve estar achando que meu amigo é um mentiroso compulsivo, um salafrário inventivo, mas vai saber. Eu nunca confiro as histórias, e no caso de uma versão diferente surgir, fico com a do meu amigo. Ele tem seus defeitos, eu tenho os meus, a gente se ignora fraternalmente e é por isso que a coisa anda. E no mais e mais, chega um ponto na vida que a gente sabe atribuir valor a uma boa história. História bem contada, que gera emoção, aventura e risada, é coisa boa de se ver. Vai-se conferir a veracidade? De jeito nenhum.</p>
<p style="text-align: justify">Aliás, esse meu amigo conhece um contador de história que é o melhor do país. Excursiona para a Europa e tudo mais. “Quer ir lá ouvir ele contar uma história?”, só se for agora, mas o tal contador ficou rouco e não está podendo falar. Mas até quinta ele sara, só que aí ele vai estar embarcando para Tókio. Fica para a próxima, né amigo? Se quero mais um café? Claro que sim, mas deixa que esse eu pago, senta aí e vamos bater mais papo.</p>
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		<title>Luta e vitória</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 11:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Torres</dc:creator>
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		<description><![CDATA[- Pai, quando eu crescer se eu for pobre, e eu sei que isso não vai, mas se for, eu vou morar com você, tá? &#8211; perguntou o menino de 10 anos. Os dois curtindo o mar, em um fim de tarde brindado com um por do sol maravilhoso. - Claro filho. Eu sempre vou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify">- Pai, quando eu crescer se eu for pobre, e eu sei que isso não vai, mas se for, eu vou morar com você, tá? &#8211; perguntou o menino de 10 anos. Os dois curtindo o mar, em um fim de tarde brindado com um por do sol maravilhoso.<br />
- Claro filho. Eu sempre vou fazer o que for melhor para você. Se isso for te ajudar eu ajudo, se não, não.<br />
- Como assim?<br />
- É que pode ser o caso de eu não te ajudar para você lutar mais. Às vezes a luta é melhor que a vitória.<br />
- Me dá um exemplo.<br />
- Dizzy Gillespie foi o mair trompetista que existiu. Uma vez ele fez um solo de trompete maravilhoso &#8211; o pai imita um solo de trompete para dar mais dramaticidade na história &#8211; e uma pessoa perguntou quanto tempo ele demorou para compor aquele solo. Ele respondeu “30 anos”.<br />
- 30 anos?<br />
- É. O que ele queria dizer é que ele teve que treinar 30 anos até conseguir fazer aquilo. Sabe quando a gente vê o Anderson Silva ganhando no MMA? O que a gente não vê são os anos de treino. Tem um grande boxeador chamado George Foreman, acho que foi ele, que disse que as vitórias que acontecem nas luzes dos holofotes são construídas na luz do sol nascendo. Entendeu?<br />
- Acho que sim. É que ele treinava todo dia bem cedo, né?<br />
- Isso mesmo. Entendeu porque a luta vale mais do que a vitória.<br />
- Entendi.<br />
- Então despede do mar e vamos embora.<br />
- Despedir? Como assim?<br />
- É que a gente vai jantar, dormir e amanhã cedo a gente volta para casa.<br />
- O quê?!?! E você me enrolando com essa sua conversinha mole sobre luta e vitória enquanto eu podia estar pegando jacaré? Fala sério.</div>
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		<title>Quiche</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 11:22:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Torres</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Kilt]]></category>
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		<description><![CDATA[- Quiche &#8211; disse a primeira, olhando para a parede que continha uma cena que começava bucólica e terminava em uma roda de pagode, carregada de verde e com traços duvidosamente tortos. - Como? - Quiche. Essa parede é muito quiche. - Quiche? Como assim? - Quiche, sabe? Quando uma coisa é meio brega, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>- Quiche &#8211; disse a primeira, olhando para a parede que continha uma cena que começava bucólica e terminava em uma roda de pagode, carregada de verde e com traços duvidosamente tortos.<br />
- Como?<br />
- Quiche. Essa parede é muito quiche.<br />
- Quiche? Como assim?<br />
- Quiche, sabe? Quando uma coisa é meio brega, mas é chique? Sei lá, meio retrô, mas tá na moda?<br />
- Ah! Não é quiche. É kilt.<br />
- Kilt? Acho que é quiche.<br />
- Quiche é aquela tortinha de palmito e alho poró e que parece coisa de vó, mas ficou chique de fazer.<br />
- Hum&#8230; certo. Então tá. Essa parede é kilt.<br />
- Sei não. Para mim ela é só feia e de mal gosto.<br />
- Mas este tipo de coisa está super na moda.<br />
- Mas tá tudo torto, sem proporção. Tudo é verde.<br />
- É estilo, querida. Deve ser de algum pintor famoso.<br />
- Deixa eu ver a assinatura&#8230; Aqui está escrito Zé Pereira, pintor. Tem o número do celular e do telefone de recados.<br />
- Cena do dia-a-dia feito por gente da terra. Nada mais quiche&#8230; kilt. Peraí. Como chama aquela saia?<br />
- Saia? Que saia?<br />
- Aquela que os homens usam na Irlanda?<br />
- Tem homem que usa saia na Irlanda? Tipo duendes?<br />
- Doentes?<br />
- Na Irlanda eles se vestem de anõezinhos verdes e saem para beber. Ou bebem e por isso se vestem de anõezinhos verdes, sei lá.<br />
- É mesmo. E usam o trevo de cinco folhas.<br />
- Quatro.<br />
- Escócia.<br />
- Quê?<br />
- Escócia. O lugar que os homens usam saia é na Escócia.<br />
- Óquei.<br />
- Como chama?<br />
- Escócia.<br />
- Não, a saia. Como chama a saia que os homens usam na Escócia? Não é ela que é o kilt?<br />
- Vou lá saber.<br />
- Não assistiu “Coração Valente”, com o Nicolas Cage?<br />
- Nicolas Cage usando um quiche?<br />
- Kilt.<br />
- Mel Gibson.<br />
- Isso.<br />
- E a parede do Zé Pereira?<br />
- Agora você me deixou na dúvida. Não sei se é quiche ou se é só feia mesmo.</div>
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		<title>Freetalker</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 19:10:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Vida cotidiana]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
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		<description><![CDATA[- Acho que eles começaram sem mim &#8211; disse o homem que passava caminhando ao seu lado. Eram oito da manhã e a rua estava lotada de pessoas caminhando para o trabalho. A princípio ele achou que não era com ele, mas o sujeito insistiu &#8211; É horrível quando isso acontece, não acha? - Pois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">- Acho que eles começaram sem mim &#8211; disse o homem que passava caminhando ao seu lado. Eram oito da manhã e a rua estava lotada de pessoas caminhando para o trabalho. A princípio ele achou que não era com ele, mas o sujeito insistiu &#8211; É horrível quando isso acontece, não acha?<br />
- Pois não?<br />
- As pessoas começarem as coisas antes de você chegar&#8230; você entra na sala e o assunto já está pela metade e você tem que se sentar calado&#8230; horrível.<br />
- Hum-hum &#8211; respondeu, apreensivo.<br />
- Tá indo para o trabalho?<br />
- Sim &#8211; respondeu, com medo de passar informações “vitais” para um estranho<br />
- Eu também. Parece que eu estou sempre correndo e sempre atrasado.<br />
- Hum&#8230; &#8211; falou enquanto procurava algum policial nas redondezas.<br />
- Estou te assustando?<br />
- Não, é que&#8230;<br />
- Eu sei como é. Um estranho começa a conversar com você do nada. Hoje em dia a gente acha que tudo é violência, mas isso é mais um medo coletivo do que uma realidade &#8211; o homem falava rapidamente, sem tomar fôlego &#8211; Mas as pessoas ainda conversam, sabia? E não só na internet. As pessoas realmente conversam.<br />
- Certo &#8211; disse ele, cada vez mais assustado, acelerando o passo.<br />
- É que eu sou um free talker.<br />
- Um o quê?<br />
- Free talker. É um termo em inglês. Já reparou que quando a gente dá nome em inglês para as coisas elas parecem mais elegantes? Mas é só um termo para pessoas como eu.<br />
- Como assim?<br />
- Pessoas que conversam livremente com qualquer um. Eu converso em todo lugar. Aqui na rua, na fila do banco, no supermercado. Tem dia que eu saio de casa só para falar com alguém.<br />
- As pessoas não se assustam?<br />
- Claro que sim. Pensa que não vi que você começou a suar? Mas logo elas vêem que eu só estou conversando fiado.<br />
- Mas é estranho.<br />
- É uma condição catalogada. Parece que a tal da Organização Mundial de Saúde já escreveu em algum livrão lá deles.<br />
- Você já foi ao médico?<br />
- Não, nunca conversei com ninguém sobre isso&#8230; &#8211; disse, fazendo uma cara triste, mas logo emendando &#8211; Brincadeira, rapaz. Entendeu? “Eu nunca falei com ninguém sobre eu falar muito”? Viu a ironia, haha&#8230; Foi um analista quem me diagnosticou.<br />
- E ele disse se tem cura?<br />
- Sei lá, eu só fui na primeira sessão. Já pensou se eu tivesse que pagar alguém para me ouvir? Eu iria à falência. Mas isso não é coisa que precise de cura&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">Eles entraram em um prédio comercial e pararam para esperar o elevador.</p>
<p style="text-align: justify">- … está mais para um estilo de vida do que para uma doença, ou “condição”, como dizem &#8211; falou, fazendo aspas com os dedos &#8211; Olha só, eu até nem gesticulo muito, tem gente que é muito pior.<br />
- E pega?<br />
- Pegar? Tipo resfriado? Não, rapaz, é uma coisa que a gente nasce. Peraí, onde estamos?<br />
- No prédio do meu trabalho.<br />
- Xiii&#8230; ficamos conversando e eu nem vi onde estávamos. E como eu te disse, estou atrasado para aquela coisa. Tchau. Foi bom conversar com você.</p>
<p style="text-align: justify">E do jeito que apareceu, o free talker foi embora, seguindo seu caminho. Ele ficou ali pensando e achando interessante esse talento de construir diálogos com estranhos.</p>
<p style="text-align: justify">- Free talker&#8230; &#8211; comentou alto, já dentro do elevador lotado.<br />
- Como? &#8211; perguntou o senhor do lado.<br />
- Eu acabei de conhecer um sujeito que tem uma condição especial. Ele é um free talker.<br />
- Isso é ruim?<br />
- Não&#8230; parece ser bem interessante.<br />
- E pega?</p>
<p style="text-align: justify">Ele refletiu um pouco antes de responder. Então olhou para o senhor e disse:</p>
<p style="text-align: justify">- Pega, pega sim. É altamente contagioso. Mas, veja bem, hoje em dia as pessoas não estão acostumadas a conversar&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">O elevador parou, o senhor saiu e ele saiu junto, continuando a conversa, sem perceber que aquele era o andar errado.</p>
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		<title>Oi</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 19:01:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Torres</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Casal]]></category>
		<category><![CDATA[Conversa]]></category>

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		<description><![CDATA[- Oi. - Oi? - Tudo bom? - Tudo, ué. - Você vem sempre aqui? - Como assim? - Bem, eu estava passando e te vi, resolvi conversar. Você quer beber alguma coisa? - Você está estranho. - “Não converse com estranhos”, é o que sua mãe ensinou, né? Sério, você quer beber alguma coisa? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Oi.<br />
- Oi?<br />
- Tudo bom?<br />
- Tudo, ué.<br />
- Você vem sempre aqui?<br />
- Como assim?<br />
- Bem, eu estava passando e te vi, resolvi conversar. Você quer beber alguma coisa?<br />
- Você está estranho.<br />
- “Não converse com estranhos”, é o que sua mãe ensinou, né? Sério, você quer beber alguma coisa? Eu pego.<br />
- Água?<br />
- Só água? Não quer algo mais forte?<br />
- Água com gás?<br />
- Hum&#8230; acho que não tem&#8230; coca?<br />
- Pode ser, mas&#8230;<br />
- Pode ser coca zero? Está bem gelada.<br />
- Zero está ótimo. Peraí, por que você está agindo assim?<br />
- Eu fico meio sem jeito perto de uma garota tão bonita.<br />
- Ih&#8230; sei não&#8230;<br />
- O que uma garota como você faz em um lugar desse?<br />
- Sério, que conversa é essa?<br />
- Não é normal que um cara solteiro comece uma conversa com uma garota tão linda?<br />
- Ei! Você não é solteiro. Você é casado.<br />
- Agora vai ficar me julgando? Olha aí sua mão esquerda. Você também é casada e estava me dando bola.<br />
- Eu sou casada com você! E eu não estava te dando bola.<br />
- Como assim não estava me dando bola? Você não dá bola para o seu próprio marido?<br />
- Não é isso&#8230; é que eu não estava entendendo&#8230;<br />
- Sei&#8230; você não me acha mais bonito&#8230;<br />
- Não é isso amor, é que você me pegou de surpresa, eu não vi que você estava fazendo uma brincadeira. Sabe como é, estou aqui na sala, vendo TV e tal&#8230;<br />
- Mas isso revela muito&#8230;<br />
- Não, môr.Eu pego a coca para você&#8230; fica assim não&#8230; foi lindo.</p>
<p>- Oi gatinho, aceita uma coca? &#8211; disse ela voltando da cozinha.<br />
- Não tem mais graça.<br />
- O que um gatinho como você faz em um lugar&#8230; ei! O que você quis dizer com “um lugar desses”? Eu não limpo direito nossa casa, é isso?</p>
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		<title>Cobogó</title>
		<link>http://www.abicicleta.com.br/2011/11/09/cobogo/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Nov 2011 12:10:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Vida cotidiana]]></category>
		<category><![CDATA[Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[Chuva]]></category>
		<category><![CDATA[Cigarra]]></category>
		<category><![CDATA[Ipê]]></category>
		<category><![CDATA[Seca]]></category>

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		<description><![CDATA[Cobogó, taí palavra estranha. Imagino que se você não é arquiteto ou brasiliense, não sabe que isso não é nome de bicho gosmento que sobe em árvore, mas de um quadrado furado, uma espécie de não-parede que deixa o ar entrar na área de serviço dos prédios residenciais dessa cidade. E na lista de ditados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Cobogó, taí palavra estranha. Imagino que se você não é arquiteto ou brasiliense, não sabe que isso não é nome de bicho gosmento que sobe em árvore, mas de um quadrado furado, uma espécie de não-parede que deixa o ar entrar na área de serviço dos prédios residenciais dessa cidade. E na lista de ditados que não existem, mas deveriam existir, acrescentem “quem tem cobogó, não precisa de secadora”.</p>
<p style="text-align: justify">O vento agostino sopra em Brasília secando tudo. Seca a roupa estendia, o branco do olho e aquela voltinha pequena na orelha. O fundo da garganta fica como praia de areia e, sabe-se lá por que, o nariz sangra. Há que se beber muita água, dois litros para começar, senão acontece coisa ruim igual quando se bebe leite com manga. E a meninada acompanha o índice de umidade torcendo pelo cancelamento de aula, mas por aqui isso só acontece bem perto do zero. E todo mundo tem dó do trabalhador que labuta na rua.</p>
<p style="text-align: justify">Mas que não se reclame da secura, a não ser no churrasco a céu aberto, no casamento ao ar livre e em qualquer curtição que pode ser agendada com um ano de antecedência, sem medo da chuva vir desmanchar. E só pode reclamar se for turista, que vai ganhar um copo d’água junto com um olhar de piedade. Se o agendamento for um pouquinho mais para frente, pode contar com os ipês explodindo em amarelo no meio do marrom seco, tão comum e tão especial, que é pecado não parar alguma hora para ficar olhando e pensando na beleza.</p>
<p style="text-align: justify">E no ipê canta a cigarra, e daí não se ouve mais nada, porque é uma zoeira, um barulho, que carecia de alguém desligar. E para que serve esse bicho? Nasce, canta até estourar, não passa de semana? E aí é que dá medo, porque de se perguntar sobre o bicho, se chega logo a perguntar sobre a vida e seu porquê. Mas reclama? Não reclama, que todo mundo sabe que cigarra chama chuva. E quando a chuva chega por essas bandas, meu Deus, ela não para mais.</p>
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		<title>Viola</title>
		<link>http://www.abicicleta.com.br/2011/11/01/viola/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 13:06:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Ukelele]]></category>
		<category><![CDATA[Viola]]></category>

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		<description><![CDATA[- Você é músico? - Sim, eu toco viola. - Tipo em uma dupla sertaneja? - Dupla sertaneja? Eu tenho cara de quem toca música sertaneja? &#8211; dizia, perdendo a paciência, como sempre. Diego Armand, era como ele se chamava. Devotou sua vida ao estudo do instrumento, suas nuances, minusciosidades e truques. Dedicou horas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify">- Você é músico?<br />
- Sim, eu toco viola.<br />
- Tipo em uma dupla sertaneja?<br />
- Dupla sertaneja? Eu tenho cara de quem toca música sertaneja? &#8211; dizia, perdendo a paciência, como sempre.</p>
<p>Diego Armand, era como ele se chamava. Devotou sua vida ao estudo do instrumento, suas nuances, minusciosidades e truques. Dedicou horas de sua infância e adolescência, calejando os dedos nas cordas, engrossando o pescoço com a posição do instrumento, sofrendo com as dores no ombro pelo movimento do arco. Se tornou um virtuose, mestre do pizzicato e do vibrato. Sentia-se em casa nas obras de Brahms, Bach e Schumann.</p>
<p>- Qual é a viola?<br />
- A viola? É aquele instrumento de cordas que se toca assim &#8211; e faz a posição tradicional.<br />
- Esse não é o violino?</p>
<p>E pela enésima vez, Diego Armand tinha que explicar a diferença entre uma viola e um violino para alguém que não entende de música clássica.</p>
<p>- Ah! Por que você não disse logo que é um violino grande.<br />
- Porque não é isso! Viola é viola, violino é violino! É como dizer que violoncelo é um contra-baixo pequeno &#8211; ralhava, frustado.<br />
- Contra-baixo não é aquele que parece uma guitarra? &#8211; dizia o interlocutor, para o desespero de Diego Armand.</p>
<p>E foi após um diálogo desse, enquanto caminhava desolado por uma rua, que Diego Armand viu um velho senhor, com cara de sábio, tocando um instrumento que parecia um brinquedo. Sua atenção foi imediatamente atraída pelo som agudo.<br />
- Que instrumento é esse?<br />
- Se chama-se Ukelele.<br />
- Ukelele &#8211; repetiu, saboreando a sonoridade do nome. Sorriu ouvindo o som de musicalidade limitada &#8211; é um instrumento muito simplezinho, não?<br />
- Mas te fez sorrir, não fez? &#8211; perguntou o sábio homem.</p>
<p>E Diego Armand foi para casa, rindo-se do músico simplório que tocava um instrumento que parecia um brinquedo. “Ukelele”, repetiu, enquanto assobiava Somewhere over the rainbow.</p>
<p>Depois desse dia, Armand nunca mais foi visto. Dizem que sua viola, aquele instrumento que é como um violino maior, e que não é a sertaneja, está encostada e empoeirada. Dizem também que, vez por outra, em uma praia ensoralada, podemos encontrar um homem com cara de sábio, que toca um instrumento simples.<br />
- Qual o nome desse instrumento?</p>
<p>E o sábio sorri, sabendo que ao dizer o nome, ganhará um sorriso, uma exclamação e semeará um pouco da alegria simples de viver.</p></div>
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		<item>
		<title>Amor, aventura e mistério</title>
		<link>http://www.abicicleta.com.br/2011/10/27/amor-aventura-e-misterio/</link>
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		<pubDate>Thu, 27 Oct 2011 17:29:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Morte]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>

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		<description><![CDATA[O médico pega uma criança e a levanta. MÉDICO: é um menino. Corta. Menino corre em um campo de futebol. Ele está com a bola, dribla um, dribla dois, um terceiro o derruba. Agora ele vai cobrar a falta. Sobe a música. Ele chuta. Corta. NARRADOR:Um jovem normal. Com um futuro brilhante&#8230; GAROTO MAL ENCARADO: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O médico pega uma criança e a levanta.</p>
<p>MÉDICO: é um menino.</p>
<p>Corta. Menino corre em um campo de futebol. Ele está com a bola, dribla um, dribla dois, um terceiro o derruba. Agora ele vai cobrar a falta. Sobe a música. Ele chuta. Corta.</p>
<p>NARRADOR:Um jovem normal. Com um futuro brilhante&#8230;</p>
<p>GAROTO MAL ENCARADO: Te pego lá fora.</p>
<p>NARRADOR: &#8230;lutando para sobreviver.</p>
<p>Corta.</p>
<p>Rapaz com uma moça bonita. Ele a presenteia com uma caixinha que parece conter uma jóia.</p>
<p>MOÇA BONITA: Para mim?</p>
<p>Sobe uma música romântica. Corta para cenas de um casamento.</p>
<p>NARRADOR: Amor&#8230;</p>
<p>O rapaz está escalando uma montanha.</p>
<p>NARRADOR: … aventura&#8230;</p>
<div>O rapaz, já na casa dos 30, chega em casa com uma caixa em baixo do braço.</div>
<p>MOÇA BONITA &#8211; brava: Quanto você pagou nesse videogame?</p>
<p>NARRADOR: … mistério …</p>
<p>MOÇA BONITA &#8211; chorando: estou grávida.</p>
<p>NARRADOR: … e suspense.</p>
<p>Rápida sucessão de cenas de trabalho.</p>
<p>NARRADOR: Viva as emoções de toda uma vida&#8230;</p>
<p>CHEFE: Você está contratado.</p>
<p>Corta.</p>
<p>OUTRO CHEFE: Você está demitido.</p>
<p>Corta.</p>
<p>OUTRO CHEFE: Você foi promovido.</p>
<p>corta.</p>
<p>CRIANÇA: Você é o “polícia”.</p>
<p>corta.</p>
<p>MULHER: … e você não esqueça de trazer o açúcar.</p>
<p>corta.</p>
<p>ADOLESCENTE: Você me leva na festa?</p>
<p>corta.</p>
<p>MULHER: Você fica lindo grisalho.</p>
<p>corta.</p>
<p>JOVEM: Você vai ser avô.</p>
<p>NARRADOR: &#8230; em &#8220;José Abreu, o filme&#8221;.</p>
<p>Sobe música.</p>
<p>Entra letreiro: “José Abreu, o filme”</p>
<p>* * * *</p>
<p>- O que foi, amor? Que cara é essa.<br />
- Acho que vou morrer.<br />
- Credo Zé. Para com isso.<br />
- Sabe o que dizem? Que quando a gente vai morrer a gente vê nossa vida como num filme? Pois é, eu já estou vendo o trailer&#8230;</p>
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